O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, intensificou suas críticas à Libra, à presidente do Palmeiras, Leila Pereira, e ao próprio clube paulista. O foco da discordância reside no modelo de divisão de receitas dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro, negociados com a .
Bap, como é conhecido, expressou forte oposição à estrutura da Libra, alegando que o bloco de clubes, do qual o Flamengo faz parte, possui uma influência excessiva do Palmeiras. Segundo ele, executivos e figuras ligadas ao clube alviverde detêm posições-chave dentro da organização. “Se pudesse voltar atrás no tempo, jamais teria concordado com a construção de uma Libra. A Libra é verde. A Libra é toda verde. A Libra é palmeirense”, declarou Bap, mencionando o advogado André Sica, que, segundo ele, presta serviços ao Palmeiras e a outros clubes da Libra. Sica, por sua vez, alega trabalhar para mais de 30 clubes no Brasil e negou que sua família tenha trabalhado para o Palmeiras no passado.
O dirigente rubro-negro também classificou as declarações recentes de Leila Pereira como “infantis”, referindo-se a comentários da presidente palmeirense sobre uma possível competição independente do Flamengo, fora da Libra. “Acho que é uma declaração infantil. Tentando colocar uma coisa que não é viável (Flamengo competir sozinho). Não existe isso”, afirmou Bap.
Além do Palmeiras, o São Paulo também se mostrou contrário ao Flamengo na discussão sobre a divisão das receitas. Bap mencionou que a relação com Leila Pereira era positiva até certo ponto, e que com o presidente do São Paulo, tem uma relação de longa data.
A discordância entre os clubes da Libra gira em torno da divisão dos valores referentes aos direitos de transmissão da . Recentemente, o Flamengo conseguiu o bloqueio de um repasse de R$ 77 milhões aos clubes do bloco, o que gerou reação por parte do Palmeiras, que estuda medidas judiciais para ter acesso aos valores.
Em 2024, a Libra fechou um contrato com a até 2029, no valor anual de R$ 1,17 bilhão, mais variáveis do pay-per-view. A divisão do montante previa 40% igualitários, 30% por desempenho e 30% por audiência.
O Flamengo alega que a ação judicial visa evitar prejuízos, argumentando que os critérios de divisão por audiência não reconhecem o poder gerador de recursos do clube. Atualmente, o bloco da Libra é composto por diversos clubes, incluindo Palmeiras, Flamengo e São Paulo. A insatisfação de alguns membros levanta a possibilidade de o clube rubro-negro ser excluído do grupo.

Sou Gabriel Rimet, editor-chefe do Seu Estilo Futebol Clube, um espaço criado para quem vive e respira futebol todos os dias.




