Libertadores 2026: sorteio define grupos, caminho dos brasileiros e primeiros desafios na fase inicial

Conmebol define as chaves da competição continental, e seis clubes do Brasil já conhecem seus adversários na luta por vaga no mata-mata

A Libertadores 2026 já tem seus grupos definidos. Em sorteio realizado pela Conmebol em Luque, no Paraguai, a competição desenhou o caminho dos 32 participantes da fase principal, incluindo seis representantes do futebol brasileiro: Flamengo, Fluminense, Cruzeiro, Corinthians, Palmeiras e Mirassol. A final está marcada para Montevidéu, no Uruguai, no dia 28 de novembro.

Com isso, o cenário da fase de grupos começa a ganhar contornos mais claros. O Flamengo caiu no Grupo A; o Fluminense está no Grupo C; o Cruzeiro ficou no Grupo D; o Corinthians aparece no Grupo E; o Palmeiras entrou no Grupo F; e o Mirassol vai disputar o Grupo G.

A etapa inicial será disputada ao longo de seis rodadas, entre 7 de abril e 28 de maio. Depois disso, a competição entra no mata-mata, com oitavas em agosto, quartas em setembro, semifinais em outubro e a decisão em novembro.

Como ficaram os grupos da Libertadores 2026

O sorteio distribuiu os clubes em oito grupos. Entre os brasileiros, há desde chaves equilibradas até grupos com claro potencial para confrontos de alto nível logo na primeira fase.

Grupo A
Flamengo, Estudiantes, Cusco e Independiente Medellín.

Grupo B
Nacional, Universitario, Coquimbo Unido e Deportes Tolima.

Grupo C
Fluminense, Bolívar, Deportivo La Guaira e Independiente Rivadavia.

Grupo D
Boca Juniors, Cruzeiro, Universidad Católica e Barcelona.

Grupo E
Peñarol, Corinthians, Santa Fé e Platense.

Grupo F
Palmeiras, Cerro Porteño, Junior Barranquilla e Sporting Cristal.

Grupo G
LDU, Lanús, Always Ready e Mirassol.

Grupo H
Independiente del Valle, Libertad, Rosario Central e Universidad Central.

Flamengo pega grupo com tradição e viagem complicada

No Grupo A, o Flamengo terá pela frente o argentino Estudiantes, o peruano Cusco e o colombiano Independiente Medellín. A chave mistura camisa pesada, deslocamentos importantes e um cenário que exige atenção desde o começo. Entre os adversários, o Estudiantes aparece como rival de maior tradição continental.

Para o Rubro-Negro, a expectativa é de uma disputa forte pela liderança, mas sem margem para relaxamento. Em Libertadores, grupos que parecem acessíveis no papel costumam cobrar maturidade competitiva e bom desempenho fora de casa. Essa é a tendência para a equipe carioca nesta primeira fase.

Fluminense encontra altitude e equilíbrio no Grupo C

O Fluminense caiu no Grupo C ao lado de Bolívar, Deportivo La Guaira e Independiente Rivadavia. É uma chave que chama atenção especialmente pela presença do Bolívar, adversário que tradicionalmente representa dificuldade extra por atuar na altitude boliviana.

Ao mesmo tempo, o grupo também oferece ao time carioca boas condições de competir pela ponta, desde que consiga regularidade nas partidas fora do Brasil. O equilíbrio aparece como marca principal dessa chave.

Cruzeiro cai em grupo pesado com Boca Juniors

Entre os brasileiros, o Cruzeiro foi um dos que encontraram a chave mais chamativa. No Grupo D, a equipe mineira vai enfrentar Boca Juniors, Universidad Católica e Barcelona de Guayaquil. O simples fato de dividir grupo com o Boca já eleva a temperatura da disputa.

É uma composição de grupo com alto peso histórico, viagens exigentes e forte tendência de jogos grandes logo nas primeiras rodadas. Para o Cruzeiro, a classificação deve passar por desempenho sólido em casa e capacidade de pontuar em confrontos diretos contra os concorrentes mais fortes.

Corinthians terá chave tradicional e competitiva

No Grupo E, o Corinthians vai medir forças com Peñarol, Santa Fé e Platense. A presença do clube uruguaio dá ao grupo uma cara de Libertadores clássica, com confronto de tradição e ambiente de pressão.

É uma chave competitiva, sem um favorito absoluto disparado. O Corinthians entra com peso de camisa, mas precisará confirmar isso em campo diante de adversários que podem tornar o grupo bastante duro ao longo das seis rodadas.

Palmeiras tem grupo forte, mas segue como candidato

O Palmeiras ficou no Grupo F com Cerro Porteño, Junior Barranquilla e Sporting Cristal. É um grupo de respeito, com três adversários tradicionais em seus contextos nacionais e com potencial para impor dificuldades, especialmente fora de casa.

Ainda assim, pelo histórico recente e pela força competitiva construída nos últimos anos, o time paulista aparece como um dos favoritos não apenas para avançar, mas também para buscar a liderança da chave.

Mirassol estreia em grupo de alto desafio

Estreante entre os representantes brasileiros desta fase, o Mirassol caiu no Grupo G, ao lado de LDU, Lanús e Always Ready. O grupo reúne adversários de perfis bem distintos e impõe um desafio grande para um clube que chega para viver uma experiência continental de enorme peso.

A presença da LDU e do Lanús torna a chave especialmente exigente. Para o Mirassol, a fase de grupos já se desenha como teste importante de maturidade, competitividade e adaptação ao cenário internacional.

Calendário da fase de grupos já está definido

A Conmebol também confirmou as datas-base da competição. A fase de grupos será disputada em seis rodadas: 7 a 9 de abril, 14 a 16 de abril, 28 a 30 de abril, 5 a 7 de maio, 19 a 21 de maio e 26 a 28 de maio. Depois, as oitavas de final acontecem em agosto, as quartas em setembro, as semifinais em outubro e a final em 28 de novembro.

Esse calendário reforça a intensidade da competição já na primeira fase. Em pouco mais de 50 dias, os clubes terão de resolver praticamente todo o destino continental do primeiro semestre.

Sorteio desenha fase de grupos com alto nível e peso brasileiro

Com seis clubes do Brasil na fase principal, a Libertadores 2026 começa com protagonismo nacional evidente. O sorteio distribuiu caminhos bem diferentes: há times com grupos mais equilibrados, outros em chaves mais pesadas e alguns confrontos que já carregam clima de mata-mata, mesmo ainda na etapa inicial.

No geral, o sorteio deixa uma impressão clara: os brasileiros chegam fortes, mas terão obstáculos relevantes logo de cara. E é justamente isso que deve dar o tom da competição desde abril — grupos intensos, viagens desgastantes, confrontos tradicionais e pouca margem para erro.

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