Lima, Peru, permanece como sede da final da Copa Libertadores da América, agendada para 29 de novembro, apesar da iminente declaração de estado de emergência no país. A decisão da Conmebol de manter a final na capital peruana ocorre em meio a uma onda de protestos que resultou em feridos e mortos.
As manifestações são lideradas por jovens, a chamada ‘Geração Z’, nascidos entre 1995 e 2009, que expressam insatisfação com o governo peruano. O grupo contesta a posse do presidente interino José Jerí, que assumiu o cargo após a destituição de Dina Boluarte, acusada de corrupção. Os manifestantes consideram a deposição de Boluarte um golpe.
Diante da escalada da violência, o governo peruano planeja anunciar o estado de emergência, visando conter os distúrbios. “Vamos anunciar a decisão de declarar emergência pelo menos na Lima Metropolitana. Não foi descartado o toque de recolher, considerando que a criminalidade não respeita a noite”, declarou Ernesto Álvarez, chefe do gabinete, após reunião ministerial.
A Conmebol, em reunião com os presidentes dos quatro times semifinalistas da Libertadores, reafirmou que não há planos de alterar o local da final.
Quatro equipes seguem na disputa pelo título continental. Flamengo e Racing (ARG) se enfrentam em uma das semifinais, enquanto LDU (EQU) e Palmeiras disputam a outra vaga. As partidas decisivas ocorrerão nas próximas duas semanas. O Flamengo, inclusive, antes de pensar na Libertadores, enfrenta o Palmeiras pelo Brasileirão.

Sou Gabriel Rimet, editor-chefe do Seu Estilo Futebol Clube, um espaço criado para quem vive e respira futebol todos os dias.




